domingo, 3 de maio de 2015

O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending)

País: EUA
Gênero: Ação/Aventura/Ficção Científica 
Ano: 2015
Duração: 127 minutos

26/04 (***) Bom
Eu vi O Destino de Júpiter semana passada (após uma longa espera devo acrescentar). Infelizmente, não é na vibe de outros filmes dos irmãos Wachowski em termos de pensamento e a conclusão é clara: não foi dessa vez que os diretores realizaram um longa tão brilhante quanto Matrix. Na verdade, já dá pra desconfiar que isso não irá acontecer, no entanto, eu sinto que este filme está sendo muito criticado injustamente.

Não: o assunto não é tão intenso ou profundo como em Matrix, V de Vingança, ou o magistral A Viagem. Mas ele nunca foi anunciado para ser esse tipo de filme - é um filme de grande sucesso sólido (com espaço de sobra para sequências e/ou prequels). E se rolar eu vejo novamente!

Se você está pensando em assistir a este filme, mas hesita depois de ler as mesmas críticas severas que me deparei, basta considerar o que lhe interessa sobre o filme: se você está procurando um filme com uma trama complexa e muitas mensagens ocultas, ele pode não ser a melhor escolha. É um filme blockbuster puro e simples. Uma boa, mas um filme de grande sucesso/ação/romance muito típica.

Finalizando, cabe valorizar a qualidade visual da produção, que apresenta uma série de criaturas alienígenas, uma mais interessante que a outra. Os guardas de Balem, por exemplo, são grandes lagartos, que vestem jaquetas de couro. Tudo muito diferente, mas legal.

Ruim(*) Regular(**) Bom(***) Ótimo(****) Excelente(*****)

Para Salvar uma Vida (To Save a Life)

País: EUA
Gênero: Drama/Gospel
Ano: 2010
Duração: 120 minutos

25/04 (****) Ótimo
O filme Para Salvar Uma Vida, título em inglês To Save a Life, foi dirigido por Brian Baugh e é um dos filmes cristãos mais assistidos no Brasil após o seu lançamento em 2010,  sendo um filme bastante comentado.

O longa metragem Para Salvar Uma Vida lembra em seu enredo e também em suas cenas, os famosos seriados americanos abordando festas de colegial, conflitos com os pais,  namoro entre outros assuntos, mas o destaque mesmo fica para os temas igreja, fé, rejeição e aborto.



Para Salvar Uma Vida é um filme incrível,  ele consegue em duas horas passar a mensagem cristã do amor ao próximo, da luta contra a hipocrisia eclesiástica, lidando com complexos de rejeição social, divórcio, trabalho e  vida,  em um drama que realmente vale a pena assistir, pois ele emociona o telespectador.

A produção leva a todos que assistem o filme a refletir profundamente sobre o verdadeiro significado do relacionamento com Deus e com as pessoas. Para Salvar Uma Vida, com certeza é um filme indicado para a igreja local, para os grupos de jovens e adolescentes e principalmente para a família. 


Podemos ver que muitas pessoas, sem ao menos perceber destroem a si mesmas e/ou a outros com brincadeiras, bebedeiras, orgias e até mesmo atos ou palavras desagradáveis. Recomendo o filme para todos aqueles que vêem uma pessoa pedir socorro, mesmo esta não dizendo uma única palavra, e não faz nada para ajudar. 

Só não dei cinco estrelas por duas ocorrências no final do filme que eu esperei um desfecho legal por parte do diretor, que podia ter amarrado melhor a história e ter dado uma definição melhor. Fora isso, o filme vale muito a pena ser visto.

Ruim(*) Regular(**) Bom(***) Ótimo(****) Excelente(*****)

sábado, 2 de maio de 2015

A Hora do Espanto (Fright Night)

País: EUA
Gênero: Ação
Ano: 2011
Duração: 106 minutos

24/04 (****) Ótimo
A pergunta é sempre a mesma: vale a pena refazer filmes de sucesso? Para os produtores, geralmente, sim. Eles já vão para o mercado com a vantagem de trabalhar um título conhecido, e contam com a certeza de um bom volume de mídia gratuita, já que as comparações serão inevitáveis. E isso sempre dá matéria. Já para a chamada cinefilia, ou seja, para o prazer de quem curte cinema, geralmente não, pois também é praticamente inevitável que o remake já nasça com um sabor requentado.

Este novo A Hora do Espanto, versão 2011 do terror homônimo de 1985, reacende a questão. Vale a pena? A boa notícia é que o filme respeita seu antecessor. Consegue segurar um bom clima de suspense e terror durante toda a trama, traz um humor equilibrado nos momentos adequados, trabalha com um elenco eficiente e homogêneo, e ainda faz do sempre bom Colin Farrell um vampiro dos mais verossímeis e descolados.

Mas, claro, a história é bem normal. Charlie (o jovem russo Anton Yelchin, que viveu Chekov em Star Trek) é um adolescente igual a milhões de outros, que namora a bela Amy (a inglesa Imogen Poots), estuda numa escola igual a milhares de outras e mora numa rua idêntica a bilhões de outras. Mas com um senão: ele tem tudo para acreditar que o vizinho Jerry (Colin Farrell) é um vampiro, responsável pelo sumiço de vários de seus colegas de escola. Incluindo o amigão de infância Ed (Christopher Mintz-Plasse, que estreou em Superbad - É Hoje, em ótimo papel). O resto você já sabe. Ou, pelo menos, quem viu o original já sabe.

Se por um lado este novo A Hora do Espanto não vai entrar na lista do melhores terrores dos últimos anos, por outro lado ele também não faz feio. Funciona como um entretenimento de qualidade, e se preocupa mais com a criação de clima que com sustos fáceis.

Esta inusitada coprodução, que une EUA e Índia, não foi bem recebida no mercado norte-americano, onde faturou pouco mais da metade do seu custo estimado de US$ 30 milhões.

Ruim(*) Regular(**) Bom(***) Ótimo(****) Excelente(*****)

Vengeance of an Assassin (Rew Thalu Rew)

País: Tailândia
Gênero: Ação
Ano: 2014
Duração: 99 minutos

24/04 (**) Regular
É incrível como um filme pode ser tão brilhante em um aspecto e completamente abismal no resto. Vengeance of an Assassin tem realmente uma excelente coreografia fazendo par com The Raid: A Invasão e Ong Bak, mas que carece de qualquer estrutura lógica e compreensão da realidade. O enredo é absurdo e inconcebível, não há realmente o suficiente para encadear uma história aqui. Este filme é feito para os fãs de ação e reconhecidamente há muito descarga de adrenalina a ser tido aqui, embora a maioria do público vai encontrar a falta de história básica, o que pode ser desagradável.

A história segue uma princesa raptada que é salva um matador de aluguel, o tipo de roteiro que é irregular ao longo de todo o filme, ele não entrega pontos de virada cruciais ou simplesmente desliza sobre eles. Há literalmente cenas que são camufladas ao longo do filme por pessoas atirando no minuto seguinte. Filmes tailandeses são notórios nisso, mas pelo menos eles ainda têm set-up para o personagem, de volta a história e tal.

Vengeance of an Assassin nem sequer cobriu estes princípios, são apenas poucos diálogos para preencher o espaço entre a ação. Atuar ou é sem brilho ou excessivamente entusiasmado. Sem mencionar existem muitos dispositivos de enredo que desafiam a lei da natureza. Ele tende a desapontar a produção quando um filme finge um conceito básico da realidade ou quando o senso comum não se aplica a eles.

No entanto, a ação é excelente. Cenas de luta são feitas com movimento robusto. O filme tem forma autêntica de combate, usando não só Muay Thai, mas também itens acrobatas e até mesmo comuns para dano máximo. É brutal, implacável e vai certamente deliciar os fãs de ação. A coreografia também inclui um par de disparos contínuos que se assemelha aos melhores filmes de John Woo das décadas atrás. Não há escassez de climas de combate quando a conversa para, embora algumas das sequências em CGI parecem algo não natural.

Havia, definitivamente, um bom dinheiro de produção investido no filme, é apenas lamentável que nenhuma parte dele foi para roteiro e script, como é costume nessas atuais produções tailandesas. Finalizando, é um filme apenas Ok, um pouco mentiroso, claro (o protagonista é transpassado por uma barra de metal e não morre!), porque quem vem buscar esse tipo de filme já sabe que essas coisas são possíveis.

Ruim(*) Regular(**) Bom(***) Ótimo(****) Excelente(*****)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Chocolate (Cho̜kkōlæt)

País: Tailândia
Gênero: Ação
Ano: 2008
Duração: 110 minutos

23/04 (*) Ruim
Zen é uma garota que precisa ajudar sua mãe ao descobrir que ela sofre de câncer. Ao encontrar uma pequena agenda com valores devidos à sua mãe por uma gangue de criminosos, Zen decide ir atrás deles para recuperar o dinheiro. Sendo muito habilidosa em artes marciais, isso não seria uma tarefa difícil para Zen... Não fosse o fato de ser autista. Agora, com a ajuda de seu amigo Spider, Zen terá de encontrar forças para enfrentar uma legião de criminosos e salvar sua mãe... Além de sua própria vida.

Durante duas semanas tentei, a finco, assistir esse filme. Lendo sua sinopse, pensei "rapaz, uma menina autista que luta muay thai, acho que vai ser bom.". Que nada. Me decepcionei muito. Um roteiro fraco, que combinado com os atores de péssima atuação, contribuíram para minha nota.

O que salva o filme é sua mensagem sobre os autistas, uma campanha muito forte nos dias atuais, e a coreografia das lutas, todas feitas sem dublês, mas que também não chegam a ser nada de muito maravilhosas. O cinema tailandês é muito bom em artes marciais, entretanto, precisa urgentemente melhorar o roteiro e a qualidade dos atores. Filme com porradaria é sempre bom, mas esse ficou devendo.

Ruim(*) Regular(**) Bom(***) Ótimo(****) Excelente(*****)

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Batman: O Cavaleiro das Trevas - Parte 2 (Batman: The Dark Knight Returns - Part 2)


País: EUA
Gênero: Animação
Ano: 2013
Duração: 75 minutos

23/04 (*****) Excelente
Na ânsia do filme "Batman vs Superman: O Despertar da Justiça" e do seu trailer lançado dias atrás, resolvi assistir essa animação. A história mostra Bruce Wayne aposentado, aos 55 anos, tentando levar o que mais se aproxima de uma vida comum, mas a onda de crimes em Gotham City não o deixa em paz. Até que ele resolve vestir novamente o manto do morcego e, uma vez mais, perseguir os criminosos pelas ruas, o que desencadeará uma série de eventos que pode significar a destruição da cidade.

Basicamente, a animação se divide entre o confronto do Batman contra o Coringa e finalmente contra o Superman. As qualidades se mantém. A animação continua fiel em essência e toda a violência, críticas políticas, cinismo, grandes sacadas e roteiro amarrado do Miller estão ali. O traço das animações em si também é ótimo, está entre o mais bem-feito, senão o melhor desses produzidos pela Warner, o que é uma pena, pois a divisão do estúdio que produzia esses longa metragens foi fechada e agora teremos animações de outra divisão, apesar de que a qualidade técnica deve se manter.

Ao final, temos duas animações primorosas e que fazem justiça a clássica graphic novel do Frank Miller, mas é claro que muita coisa não foi possível ser transposta para animação. Muito do texto do Frank Miller ficou de fora, todos os monólogos internos do Batman nos balões de pensamento tiveram que sair para não quebrar o ritmo da ação. Aliás, não só os do Batman, mas também dos outros personagens como o Superman. E falando nele, a cena de luta entre Batman e Superman foi bastante estendida. A intenção foi deixá-la mais épica, mas acabou ficando bem exagerada,um pouco curta e irreal , já que o Batman, mesmo de armadura, não aguentaria as porradas do Superman daquele jeito.

Mesmo assim, a animação é sensacional e obrigatória para os fãs do Batman e dos heróis da DC Comics, também dos fãs de quadrinhos, até porque é uma história clássica e um marco que praticamente todo leitor conhece ou pelo menos já ouviu falar. Funciona muito bem como animação e também como história isolada, o que é muito importante. E querendo ou não, o traço do Frank Miller “afugenta” leitores iniciantes, pois ele é muito sujo e tem um estilo bem único. Já a animação é bem mais limpa, mesmo que se mantenha muita coisa da HQ como o Batman quadradão. Por um lado, se perde aquela linguagem dos quadrinhos que torna The Dark Knight Returns ainda mais densa, mas é bom para expandir o público. De todas as formas, é o Batman em seu melhor momento.

Ruim(*) Regular(**) Bom(***) Ótimo(****) Excelente(*****)

terça-feira, 21 de abril de 2015

Um Tira no Jardim de Infância (Kindergarten Cop)


País: EUA
Gênero: Comédia/Ação
Ano: 1990
Duração: 111 minutos

19/04 (****) Ótimo
Uma dupla de policiais está atrás de um traficante de drogas. Sabendo que ele quer encontrar sua ex-esposa e filho, com quem suspeita que esteja 3 milhões de dólares vindo das drogas, os policiais partem para outra cidade. Se infiltrando em um jardim de infância, eles pretendem encontrar a criança antes do pai.

Clássico da Sessão da Tarde. Ver Schwarzenegger, lidando com as crianças, e mesmo tendo um pouco de ação na trama, quebrando seu padrão de filmes, é bem divertido. Lógico que a trama é óbvia e sabe-se qual será o final, mas serve bem para entreter. Com certeza esse filme serviu de inspiração para o filme "Operação Babá" com Vin Diesel.

O cinema sempre aposta em trazer comédias envolvendo crianças com grandalhões. E o mais engraçado é que isso funciona bem, na maioria das vezes. Na ocasião aqui temos Arnold Schwarzenegger, se infiltrando em meio crianças inocentes e ingênuas, para poder concluir sua investigação policial. Mas quem se dá bem, na verdade, é quem assiste ao filme, pois, mesmo sendo infantil, o filme garante grandes gargalhadas.

Ruim(*) Regular(**) Bom(***) Ótimo(****) Excelente(*****)